O presente Jornal A MARGEM ( Virtual e Impresso) representa a consolidação de um pensamento não amorfo no mundo acadêmico de Direito na UFPB. O trabalho concretizado demonstra uma perspectiva aglutinadora e não sectária na ação/reflexão crítica multidimensional do fenômeno jurídico e suas implicações econômicas, políticas, culturais, socais e surreais.
A sustentabilidade do projeto é possível e eficaz, pois, está baseada em uma aposta no protagonismo dos/as seus/suas idealizadores/as e articuladores/as, assim como, na ampliação dos territórios que serão ocupados, visto que, estamos diante de um momento político-jurídico e social tão fértil quanto pantanoso, ( é mangue, é mangue, é mangue...) de toda sorte, mesmo que marginalizados, ou que seja, ainda bem que são marginais, periféricos, insubordinados e inovadores, parabéns a equipe, colaboradores/as e afins, tremam os cautos.
Apenas para não deixar passar, recordei da minha primeira sensação de algo se move e por si só não se movia, ainda graduando em direito recebi através da Renap uma sentença judicial de Minas Gerais (terra de Guimarães Rosa), onde o encontro do direito e da literatura, através de um Magistrado e do resgate de um autor Paraibano (José Américo) estabelecia um novo paradigma em minha percepção de mundo: retroalimenta as conquistas/lutas sociais e mudanças culturais o direito? Ou o direito é retroalimentado e por isso regurgita com pequenos espasmos um mundo que não compreende, nem aprisiona?
Até hoje não sei, mas hoje, vi/li mais um desses dias. Eduardo F.
A fonte do Direito são as sogras dos juízes, por Gerivaldo Alves Neiva Saí da faculdade em 1984 e logo em seguida, ainda em crise com o Direito, buscando sempre novidades, embora fazendo uma advocacia de “combate”, como defendia Roberto Lyra Filho, fiquei encanado com o título de um livro: A Ciência Jurídica e seus dois maridos. Daí, seguiram-se outros mais instigantes ainda: Manifesto do Surrealismo Jurídico, O amor tomado pelo amor, Por quien cantam las sirenas, Surfando na pororoca etc. E o autor desses livros? O argentino mais baiano e brasileiro chamado Luis Alberto Warat. Continue lendo
Quantas vezes não escutamos um “não sou preconceituoso, apenas tenho o direito de não ver dois homens [ou duas mulheres] se agarrando” ou algo parecido? No fundo, trata-se da invenção absurda do direito de que o outro não faça, não seja, não exista. É o direito que o homofóbico proclama a si mesmo de que o outro se esconda, envergonhe-se de si e da forma como ama. Continue lendo
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A sustentabilidade do projeto é possível e eficaz, pois, está baseada em uma aposta no protagonismo dos/as seus/suas idealizadores/as e articuladores/as, assim como, na ampliação dos territórios que serão ocupados, visto que, estamos diante de um momento político-jurídico e social tão fértil quanto pantanoso, ( é mangue, é mangue, é mangue...) de toda sorte, mesmo que marginalizados, ou que seja, ainda bem que são marginais, periféricos, insubordinados e inovadores, parabéns a equipe, colaboradores/as e afins, tremam os cautos.
Apenas para não deixar passar, recordei da minha primeira sensação de algo se move e por si só não se movia, ainda graduando em direito recebi através da Renap uma sentença judicial de Minas Gerais (terra de Guimarães Rosa), onde o encontro do direito e da literatura, através de um Magistrado e do resgate de um autor Paraibano (José Américo) estabelecia um novo paradigma em minha percepção de mundo: retroalimenta as conquistas/lutas sociais e mudanças culturais o direito? Ou o direito é retroalimentado e por isso regurgita com pequenos espasmos um mundo que não compreende, nem aprisiona?
Até hoje não sei, mas hoje, vi/li mais um desses dias. Eduardo F.